Hospital Santa Izabel

 

O Hospital Santa Izabel de Salvador é administrado pela Santa Casa da Misericórdia. É referência nacional em Cardiologia, Ortopedia, Neurologia, Oncologia Otorrinolaringologia e Reumatologia. Entre suas unidades, o Hospital abriga o Instituto Baiano do Câncer, com modernos equipamentos e assistência interdisciplinar aos pacientes. A relação do Hospital com o tratamento do câncer é antiga. Em 1936, abrigou a primeira reunião da Liga Bahiana Contra o Câncer, que depois fundou o Hospital Aristides Maltez.

O Hospital Santa Izabel é o herdeiro do antigo Hospital de Caridade da Santa Casa da Misericórdia, fundado em 1549, junto com a fundação da Cidade do Salvador. A Irmandade chegou com Thomé de Sousa. O Hospital funcionava na Rua da Misericórdia, nas instalações do atual Museu da Santa Casa.

Em 1814, já se recomendava a construção de um novo hospital, devido à necessidade de ampliação das instalações. Esperou-se passar a Guerra da Independência. Alguns terrenos foram doados à Irmandade para o novo empreendimento, mas na sessão de 23 de setembro de 1827, a Irmandade decidiu comprar o terreno que pertencia a Antonio Alves de Carvalho, o local atual. A compra foi efetivada em 19 de maio de 1828. A pedra fundamental, com uma medalha de ouro, com uma inscrição alusiva ao evento, foi colocada em 13 de julho do mesmo ano. Em 1829, entretanto, as obras foram paralisadas.

Segundo Manoel Querino (As Artes na Bahia, 1913), o arquiteto holandês Pedro Weyll, estabelecido na Bahia, elaborou uma planta do Hospital Santa Izabel, em 1830.

Em 1832, o Hospital Militar, que funcionava nas instalações do antigo Colégio dos Jesuítas, foi extinto pelo Imperador. A Irmandade da Misericórdia solicitou, então, usar as mesmas instalações para o seu Hospital. Em dois de julho de 1833, os doentes da Santa Casa foram para lá transferidos.

Em 1837, houve uma retomada das obras do Hospital Santa Izabel, com a participação de Pedro Weyll. Esse arquiteto faleceu em 1839 e as obras foram abandonadas em fevereiro de 1840.

Em 1874, um novo projeto foi idealizado. Em 1881, o Conde de Pereira Marinho tornou-se o provedor da Irmandade da Santa Casa. Na entrada do Hospital tem um monumento em sua homenagem.

Em novembro de 1883, com base nos trabalhos de uma comissão de renomados médicos e engenheiros, a Irmandade decidiu por retomar a construção do Hospital. Para isso o Conde de Pereira Marinho contratou o arquiteto Carlos Croesy, como superintendente das obras, o mesmo que projetou a Capela do Campo Santo. As obras foram reiniciadas em 25 de fevereiro de 1884.

A inauguração foi em 30 de julho de 1893. Era o maior hospital do Brasil, na época, com 300 leitos.

O belo conjunto arquitetônico inclui a Capela Santa Izabel, localizada na parte central do prédio principal e um museu. Existe também a Gruta de N. S. de Lourdes, com esculturas do século 18 e 19, construída antes de 1908.

Até 1956, funcionava também como hospital escola da Faculdade de Medicina da Bahia. Nesse ano foi inaugurado o Hospital de Clínicas, que passou a ser o hospital escola da UFBA. Hoje, continua como hospital escola, mas da Escola Bahiana de Medicina.

Nas instalações do Hospital foi realizada a primeira transfusão de sangue na Bahia, em 1915. No Instituto Clínico, um prédio anexo, o médico baiano Pirajá da Silva descobriu e identificou, pela primeira vez, em 1908, o Schistosoma mansoni, o parasita da esquistossomose intestinal.

Fica no Jardim de Nazaré.

 

 

Hospital Santa Izabel

 

Turismo em Salvador

 

O edifício principal do Hospital Santa Izabel, em estilo neoclássico, com 281 metros de comprimento por 196 metros de largura. Abriga sua Capela que tem acesso pelas belas escadarias centrais em mármore português.

 

Entrada do Hospital, em 1902, com o monumento ao Conde de Pereira Marinho, ao centro, encomendado em Gênova, ao escultor Antonio Rola de Simad (foto do álbum da campanha do navio-escola Duguay-Trouin).

O português Joaquim Pereira Marinho era um comerciante e membro fundador do Banco da Bahia, em 1857. Tornou-se provedor da Santa Casa da Misericórdia da Bahia de 1881 até 1887, ano de sua morte. Doou, em testamento, boa parte de sua fortuna para a Santa Casa. Era pai do Barão de Guahy (1841-1914), nascido em Salvador, que foi deputado e Ministro da Marinha.

O lado obscuro de Pereira Marinho é que ele fez fortuna com o tráfico de escravos, mesmo após a proibição dessa atividade no Brasil.

Mais imagens antigas do Hospital Santa Izabel

 

O antigo Instituto Clínico, que abrigou o laboratório onde Pirajá da Silva descobriu e identificou o Schistosoma mansoni, em 1908.

 

 

Instituto Clinico

 

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Igreja de Nazare

 

Pereira Marinho

 

 

Salvador